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Mostrando postagens de Abril, 2013

Seleção da Penguin - Os top ten clássicos eróticos

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Um site bem interessante para se visitar é o da editora inglesa Penguin Classics onde recomendo o top ten temático para quem gosta de listas literárias. Selecionei a relação dos dez clássicos eróticos de todos os tempos eleitos pela Penguin, demonstrando mais uma vez que o sexo já era bastante utilizado na literatura bem antes da descoberta dos 50 tons de cinza (ver também do Mundo de K: 20 romances eróticos que se tornaram clássicos). Kama Sutra (estima-se que tenha sido escrito no período entre 400 a.C e 200 d.C) - Um dos guias sexuais mais antigos da humanidade, clássico indiano com aconselhamentos sobre todos os assuntos, desde a arte do beijo até poderosos afrodisíacos. Delta de Venus(lançamento póstumo em 1978) - Anaïs Nin (1903 - 1977) - Anaïs Nin passou vários dias na biblioteca estudando o Kama Sutra antes de escrever esta coletânea de clássicos eroticos que lhe renderam um dolar por página.A Filosofia na Alcova  (publicado clandestinamente em 1795) - Marquês de Sade (1740 - 1…

Women’s Prize for Fiction 2013

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Divulgada a lista das autoras finalistas (shortlist) do Women’s Prize for Fiction 2013 (ex-Orange Prize). Hilary Mantel está presente mais uma vez com seu último romance"Bring Up the Bodies", segunda parte da trilogia histórica iniciada por "Wolf Hall" - prêmio Booker de 2009 (publicado no Brasil pela editora Record) e já ganhador do Man Booker Prize 2012 e do Costa Book Award deste ano.
Segue abaixo a lista das seis concorrentes finalistas ao prêmio no valor de 30 mil libras (cerca de 35 mil euros) com os respectivos links. A favorita é Hilary Mantel, mas Barbara Kingsolver e Zadie Smith são duas fortes oponentes também (vencedoras das versões de 2010 e 2006, respectivamente). O romance ganhador será anunciado no dia 5 de junho em uma cerimônia em Londres. Bring Up the Bodies - Hilary Mantel
Flight Behaviour - Barbara Kingsolver
Where'd You Go, Bernadette - Maria Semple
Life After Life - Kate Atkinson
May We Be Forgiven - A. M. Homes
NW - Zadie Smith

Mulheres do movimento Shin Hanga

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Os ilustradores do movimento de xilogravura Shin Hanga (ou nova estampa), que foi caracterizado pela influência ocidental na cultura japonesa do início do século XX, optaram, em sua maioria, por utilizar modelos com trajes tradicionais orientais e forte apelo sensual para a época. O Hood Museum of Art está com uma exposição programada para o período de 06 de abril até 28 de julho, cujo foco principal são os 66 trabalhos do período Shin Hanga (cliquem nas imagens para ampliá-las).
Os artistas desta época ficaram conhecidos como pintores da mulher e de sua beleza, o nu e o seminu se tornaram os temas preferidos. As estampas das “beldades” tiveram rapidamente um grande sucesso de vendas, inclusive no ocidente. Depois da Segunda Guerra mundial o movimento entrou um declínio devido à nostalgia pela cultura tradicional japonesa.

Granta Global

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A revista Granta está cada vez mais globalizada, prova disso são as duas últimas edições lançadas na Noruega e China e a que será lançada em Portugal em maio/2013. A Granta é reconhecida no mercado como um selo de qualidade para novos autores, tendo lançado nomes importantes da literatura contemporânea muito antes de eles se tornarem conhecidos do grande público. Uma lista de escritores britânicos, por exemplo, publicada pela revista em 1983, incluía nomes como: Martin Amis, Julian Barnes, Kasuo Ishiguro, William Boyd, Ian McEwan, Salman Rushdie e Graham Swift. No Brasil a revista Granta em português estreou em 2007 com uma edição traduzida dos melhores jovens escritores norte-americanos (ver resenha do Mundo de K clicando aqui).
A edição norueguesa foi lançada em janeiro/2013 contando com autores já consagrados como: Alice Munro, Roberto Bolaño e Jennifer Egan e também escritores locais. Já a edição chinesa, publicada em março/2013, foi constituída somente de traduções de material …

Simone de Beauvoir - A Mulher Desiludida

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Ao ler este clássico do movimento feminista, me ocorreu questionar por que ainda devemos ler "A Mulher Desiludida" de Simone de Beauvoir (1908 - 1986) mais de quarenta anos após o seu lançamento original. A resposta talvez passe pela constatação de que o feminismo ainda não atingiu o seu objetivo básico de libertação da mulher em muitas sociedades ou ainda simplesmente para conhecer o texto de uma das maiores pensadoras da filosofia existencialista e da política do século XX, mas acho que o livro deve ser lido mesmo pelo que ele tem de melhor — e isto pode ser confirmado com o distanciamento crítico que só o tempo promove — o fato de ser uma bela obra de literatura sobre a solidão.

A obra reúne três novelas curtas ou contos sobre mulheres maduras que enfrentam crises familiares, profissionais e de relacionamento, paralelamente ao processo de frustração pelo envelhecimento. A primeira narrativa, "A idade da discrição", é claramente autobiográfica e trata do cotidiano…
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