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Mostrando postagens de Junho, 2010

Rumos Literatura - Itaú Cultural

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Prorrogadas as inscrições para a quarta edição do programa Rumos Itaú Cultural de apoio à produção artística e intelectual, versão 2010-2011. A iniciativa conta com o apoio da ANPOLL- Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e em Linguística e da ABRALIC - Associação Brasileira de Literatura Comparada.

O edital da área de literatura está dividido em duas categorias:

1. Produção Literária, para projetos de ensaio que tratem de um tema relativo à produção literária brasileira a partir do início dos anos 1980.
2. Crítica Literária, para projetos de ensaio sobre a produção crítica na literatura brasileira realizada a partir do início dos anos 1980.

Maiores informações sobre o regulamento, prêmios e procedimento de inscrição podem ser obtidas através do edital completo. Os selecionados receberão apoio financeiro mensal e remuneração referente ao licenciamento dos direitos autorais do trabalho concluído e aprovado.

O prazo de inscrições da área de literatura foi prorrogado até 1…

Led Zeppelin

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Led Zeppelin - Quando os Gigantes Caminhavam sobre a Terra - Mick Wall -Editora Larousse - 527 páginas - tradução de Elvira Serapicos

Primeiramente, tenho de confessar que estou incluído na relação de dez entre dez adolescentes que, no final dos anos setenta, aprenderam ou imaginaram ter aprendido, violão e guitarra reproduzindo à exaustão a sequência instrumental de Stairway to Heaven do Led Zeppelin. Dito isto, fica logo claro que esta resenha não será objetiva e imparcial como é o costume deste blog. Não que a biografia não tenha os seus méritos e certamente os tem, mas o tema está de tal forma associado com as imagens e sensações da minha juventude que não consigo e também não quero, diga-se de passagem, escrever apenas uma avaliação crítica do livro ou da técnica de composição de Jimmy Page e Robert Plant. As músicas do Zeppelin me lembram de noites de chuva e do cheiro de pinho do meu violão folk, de amigos e de sonhos, de saber tudo e não temer nada.

Um fato que não se discute é …

José Saramago (1922-2010)

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"Então Jesus compreendeu que viera trazido ao engano como se leva o cordeiro ao sacrifício, que a sua vida fora traçada para morrer assim desde o princípio dos princípios, e, subindo-lhe à lembrança o rio de sangue e de sofrimento que do seu lado irá nascer e alagar toda a terra, clamou para o céu aberto onde Deus sorria, Homens, perdoai-lhe porque ele não sabe o que fez. Depois, foi morrendo no meio de um sonho, estava em Nazaré e ouvia o pai dizer-lhe, encolhendo os ombros e sorrindo também, Nem eu posso fazer-te todas as perguntas, nem tu pode dar-me todas as respostas. Ainda havia nele um resto de vida quando sentiu que uma esponja embebida em água e vinagre lhe roçava os lábios, e então, olhando para baixo, deu por um homem que se afastava com um balde e uma cana ao ombro. Já não chegou a ver, posta no chão, a tigela negra para onde o seu sangue gotejava."

O Evangelho Segundo Jesus Cristo - José Saramago.

20 paradoxos de Oscar Wilde

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Podemos definir o paradoxo como um ponto de vista contrário a uma opinião normalmente aceita como senso comum pela maioria, uma espécie de casamento da ironia com a inteligência. Em toda a história da literatura Oscar Wilde (1854-1900) foi provavelmente o autor mais criativo nesta matéria, tendo deixado uma coleção invejável de paradoxos, situados no espaço ambivalente da sociedade vitoriana inglesa do século XIX, mas ainda completamente atuais.

O crítico Arthur Symons, no Speaker de 4 de julho de 1891, descreveu Wilde como "brilhante demais para acreditarmos nele" (O melhor de Oscar Wilde, organização de Karl Beckson, editora Garamond, 2000, tradução de Dau Bastos), pode ser que sim, tirem a prova vocês mesmos na seleção extraída da obra de Wilde abaixo:

(01) "As pessoas deveriam estar sempre apaixonadas. É por isso que nunca deveriam se casar." - Lorde Illingworth, peça Uma mulher sem importância (1893);

(02) "A função do artista é inventar, não reproduzir a re…

Revista Ficções N° 19

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Com esta edição de número dezenove a revista Ficções, lançada originalmente em 1996, chega ao terceiro número em seu novo formato online mantendo o caprichado acabamento gráfico (a imagem da capa ao lado com a tradicional foto de Cortázar é só um exemplo, o nível continua nas próximas páginas com Bukowski e Poe) juntamente com o excelente nível de qualidade dos textos. Toda a versão digital pode ser lida no site da revista, sendo que este número apresenta dezenove contos e dois ensaios de autores consagrados e iniciantes (entre os dezenove contos publicados, onze foram escolhidos entre mais de oitocentos trabalhos enviados para o site da revista).

Os seguintes autores foram incluídos nesta versão (na ordem em que aparecem no índice): Braulio Tavares, Cassiano Viana, Felipe Pena, Ana Santos, Livia Garcia-Roza, Aleks costa, Alessandro Garcia, Ondjaki, Tiago Montenegro, Clayton C., André Giusti, Claudia Nina, Ana Cristina Melo, Maria Alzira Brum Lemos, Julio Silveira, Henrique Amud, Crist…
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